Tribuna de Petrópolis – Coluna AnimaVida
05 Janeiro 2012
VAMOS OUSAR EM 2012 ?
Ninguém merece iniciar um novo ano se sentindo alvo de um bombardeio aéreo, do tipo guerra do Iraque. Mas, infelizmente, temos certeza que muitos de vocês se sentiram assim. Também estamos convictos que muitos viraram o ano tentando o impossível: apaziguar animais desesperados com os enormes estrondos que durante todo o dia pipocavam por todos os lados. Isso sem falar nos bebês humanos, também muito sensíveis ao enorme barulho provocado pelos fogos de artifício.
Sonhar com um “reveillon” silencioso (o que não necessariamente pode ser sem graça) sempre nos pareceu utopia mas, ao descobrirmos duas iniciativas – ótimas iniciativas, por sinal – uma pitada de esperança surge dentro de nós. A primeira delas vem do COI (Comitê Olímpico Internacional) que estuda a proibição  do uso de fogos de artifício nas cerimônias de abertura e encerramento dos próximos Jogos Olímpicos, usando como justificativa os grandes danos ambientais provocados por eles. A outra iniciativa vem da Itália, onde as cidades de Turim, Milão, Veneza, Modena e Bari já proibiram os fogos exatamente para evitar que crianças e animais se firam.
Já que falamos em danos ambientais, devemos relacioná-los para que todos fiquem sabendo o que está por trás dessas “belezas pirotécnicas”. Quando os fogos estouram 1) milhares de partículas de dióxido de carbono (CO2) são espalhadas pelo ar, aumentando as emissões para a atmosfera; 2) o foguete em si liberta estrôncio, uma perigosa substância tóxica; 3) sua queda pode provocar incêndios; 4) forte poluição sonora (120 decibéis – limiar da dor) e 5) assustam aves e outros animais que mudam os seus comportamentos, alterando rotinas e, muitas vezes, provocando a migração.
Diante desse “massacre” provocado pelos fogos de artifício e pelas duas ousadas iniciativas descritas acima, que tal também começarmos a pensar de forma mais ambiciosa em 2012? Que tal aprendermos a comemorar nossas alegrias de uma forma mais segura e silenciosa? É só uma questão de começar.

 

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